CATAR FOLHAS: ARTICULAÇÃO DE CONHECIMENTOS NO CHÃO DOS TERREIROS DE CANDOMBLÉ

Beatriz Martins Moura

Resumo


O presente artigo é fruto de sete anos de trabalho de pesquisa e engajamento junto ao contexto afro-religioso na cidade de Santarém- Pa, que culminou com a minha dissertação de mestrado, defendida no ano de 2017. Trago aqui por objetivo central, a partir das experiências vividas ao longo desses anos e de um exercício de conectá-las, reflexões  sobre os elementos que constituem os terreiros de religiões de matriz africana como espaços por excelência de articulação e mobilização de conhecimentos vinculados aos modos de vida dos candomblés (flor do nascimento, 2016). É nesse sentido que este artigo dá centralidade e discute em especial dois elementos, a saber, o tempo e o caráter compartilhado dos conhecimentos articulados no chão do terreiro. Parto do trabalho de campo no Ilê Asé Oto Sindoyá, em Santarém, trazendo a etnografia de uma cerimônia de saída de duas Iyawos que presenciei nas primeiras vezes que fui ao terreiro e as conversas, na Universidade Federal do Oeste do Pará-UFOPA, com a Iyalorisá Sindoyá, que cuida desse terreiro, como caminho norteador dessas reflexões. Na etnografia da saída de santo das Iyawos, trago também o meu próprio processo de aprendizado que se iniciou com as atividades de pesquisa que eu estava começando a desenvolver ali.

Palavras chave: Conhecimentos articulados; Terreiros; Candomblé.


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